
Circo: Decadências e Adaptações
Circo no Brasil
O surgimento do circo no Brasil está diretamente ligado à migração das famílias circenses ao país impulsionados pelos ciclos econômicos como o café e a borracha, no fim do século 18.
A vinda atrás do benefício econômico também atrelou a história dos circenses a dos ciganos, ambos povos mambembes e com origem misteriosa. O preconceito e a desconfiança contra os ciganos também atingiu os circenses, mas apesar das características semelhantes, os artistas eram recebidos pela população que aguardava a alegria chegar na cidade junto com o circo. A música e a dança são características marcantes desses povos. Mas a marca principal semelhança é a unidade familiar e a cultura nômade.
No Brasil, o circo também tem relação com o teatro, o conhecido circo-teatro. Desta forma, o circo brasileiro se diferencia do europeu e transforma o palhaço como protagonista do show. Os circenses no País não priorizaram o equestre e se diferenciaram pela descontração e o riso do palhaço e as habilidades dos mágicos, equilibristas, trapezistas, dos engolidores de fogo.
As melhores atrações dos circos brasileiros, no final do século 19 e no início do século 20, eram os palhaços cantores. Foram eles, usando seus picadeiros itinerantes, os pioneiros na divulgação da música popular. Conjugar teatro e circo abriu caminho para a popularização de clássicos.
Até mesmo o palhaço no Brasil se diferenciou do tradicional clown. Os brasileiros são mais populares, moleques, cheios de vida. Eles criaram novas características que se adaptaram ao público do país
Mas no fim do século 20, o circo brasileiro acabou passando por dificuldades que diminuíram sua popularidade. Os circenses precisaram se adaptar para que a arte circense continuasse existindo.