top of page

Decadência

 

       A partir da segunda metade do século 20, o circo brasileiro tem passado por uma crise de popularidade. A concorrência com outros tipos de entretenimento, como a televisão e a tecnologia, junto com o aumento da burocracia e falta de espaço físico para realizar as apresentações, acarretaram na decadência dos circos itinerantes no sudeste brasileiro.

        Com a popularização da televisão, os circenses viram uma nova forma de ganhar a vida e começaram a se apresentar em shows de humor. Com a presença dos artistas na TV, a população não precisava mais esperar até que o circo chegasse à cidade.

       O circo passou por crise em outros lugares também, nem sempre pelo mesmo motivo, mas o profissional circense não se acomodou e no fim dos anos 1970 um movimento chamado de Circo Contemporâneo surgiu simultaneamente em vários países. Houve mudanças no formato, nos espetáculos e o mundo circense abriu as portas para artistas que não eram das tradicionais famílias circenses. Ginastas, palhaços, malabaristas, todos passam a ensinar sua arte e técnica para quem tivesse interesse. A arte não era mais apenas hereditária.

       A arte se espalhou para vários palcos e saiu dos limites do picadeiro, foi às ruas, aos meios de comunicação, às escolas, e assim o Circo se reinventou e virou contemporâneo, antes que acabasse. Foi nesse período que surgiram as escolas circenses. A primeira escola do Brasil foi em São Paulo, instalada no estádio do Pacaembu, em 1977. No Rio de Janeiro,em 1982, a Escola Nacional de Circo, começou a dar acesso a jovens de diferentes classes sociais às técnicas circenses. E a reinvenção do Circo atraiu novos adeptos.

 

Trabalho de conclusão de curso desenvolvido pela aluna Renata Marconi Polonio, sob orientação da Profª Dra. Angela Maria Grossi de Carvalho, para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

bottom of page